Causo cotidiano de todo dia

Abril 29, 2008

Eu tenho tanto, mas tanto tema de post pra escrever…

Tem um texto sobre as mentiras que os homens contam, tem outro sobre filosofias de vida e compatibilidade de pensamentos….

Mas assim, falta-me tempo. E coragem. E vontade mesmo.

Entre um tema e outro, resolvi escrever sobre um tema que me incomoda quase que diariamente: Organização.

Ou melhor: DESORGANIZAÇÃO.

 

Onde tem ser humano, existe uma desorganização, certo?!

 

Tá, eu explico: Eu trabalho na engenharia da qualidade de uma multinacional.

Ótimo!! E daí Lannes??

 

E daí que onde eu trabalho, nós desenvolvemos projetos, onde deveria existir um cronograma no MS Project / Web Server Project que funcionasse.

Ou melhor, e pra começo de conversa: deveria existir, primeiramente, um cronograma. Cronograma este que deveria ser padrão. Independente do projeto, as atividades são sempre quase as mesmas. (sempre quase as mesmas foi ótimo, hã?!)

Este cronograma existe. Ou quase sempre existe. Mas se existe, não funciona.

 

Depois do cronograma, onde cada responsabilidade está definida, juntamente com a data prevista de execução, dever-se-ia cumprir a previsão de execução (não preciso nem dizer que pelo responsável designado, certo?!). Pois então.

Só que os responsáveis não executam a tarefa na data prevista. Quase sempre. Ou sempre. Ou seja: não funciona.

 

Depois de cumprir as tarefas nas datas programadas e pelos responsáveis programados, as pessoas deveriam passar o resultado adiante, e assim “empurrar” o trabalho.

O que, (adivinha?), não funciona.

Normalmente o trabalho é puxado. Eu tenho que correr atrás do cara que não fez a atividade para que ele faça ‘daquele jeito’ pra que eu faça a minha. (Só pra constar, só o meu setor faz isso. Coisas de gerente…)

Observação neste ponto: prestaram atenção que o cara fez ‘daquele jeito’? Ok. Isso gera retrabalho lá na frente. E que no final ninguém sabe em que pé ficou e de onde se deve continuar. Acabam por não fazer nada.

 

Bom, depois que a gente da qualidade descobre que o que foi feito não foi feito como deveria ter sido feito, nem pelo responsável certo, nem no prazo certo, a gente tem que avaliar o desenvolvimento.

Avaliar E aprovar a qualidade do desenvolvimento.

Porque se eu não aprovar, a gente não cumpre o prazo acordado com o cliente, que não ficará satisfeito, não nos pagará e a gente não ganhará nosso salário.

Simples. =]

 

De toda essa história, cheguei a algumas conclusões:

 

1-     O mundo só quer saber do dinheiro, a qualidade realmente não importa. Pra quê setor de qualidade então?!

2-     Eu não posso ganhar meu salário fazendo o que sou paga para fazer, afinal se eu NÃO aprovo o desenvolvimento com qualidade, o cliente não me paga e eu não ganho o meu salário, logo eu ganho simplesmente pra aprovar;

3-     Lembra-se do retrabalho que eu disse ali em cima?! Então… Incrível como eu tenho a sorte de trabalhar sempre nos lugares onde sou ‘responsável’ por cagadas retrabalhos;

4-     O pior de tudo? Que não interessa qual empresa eu trabalhe. Todas elas são assim. Umas mais, outras menos, mas onde tem ser humano tem zona desorganização.